As 4 principais diferenças entre o treinamento funcional e a musculação

Atualizado: 10 de mai.

Movimentos que contemplam o corpo de uma maneira global; séries isoladas para grupos musculares. Aqui fazemos um paralelo entre o treinamento realizado em um estúdio de treinamento funcional e em uma academia de musculação.


A organização e divisão do treino

Nas academias de musculação, é frequente a divisão do treino ser baseada em grupos musculares e em dias da semana a serem realizados. Normalmente, existem o dia para peito e bíceps, costas e tríceps e ombro e perna, por exemplo. O aluno realiza um número determinado de séries e repetições em cada um dos exercícios até finalizar a prescrição do treino daqueles grupos musculares do dia. Quem nunca viu o legday por aí?



No treinamento funcional, a organização ocorre baseada nas predominâncias articulares, de quadril ou de joelho, por exemplo. Consequentemente, trabalharemos o corpo de uma forma global, recrutando mais de um grupo muscular em um mesmo movimento.


Ao invés de isolarmos os exercícios, estruturamos o treino em blocos de 2 (dois) a 4 (quatro) desses movimentos com exigências diferentes, revezando entre eles. Além disso, consideramos os dias de treino, estruturando a sessão com base na frequência semanal e nos períodos de descanso de quem pratica. Com isso, conseguimos dosar a exigência das articulações e dos músculos.


Utilização das máquinas durante o treino

Aqui a diferença é visível! Em uma academia, as máquinas ocupam boa parte da área de treino, enquanto no estúdio, espaços livres são fundamentais para a prática. Ao entrarmos nesse dois ambientes, é possível, inclusive, perceber a metodologia de certa forma, certo?


Em sua essência, o treinamento funcional se baseia na adaptação de movimentos livres e naturais do nosso dia a dia, como agachar, empurrar e puxar objetos, saltar e correr. O nosso corpo é a máquina, as nossas articulações são as engrenagens e os músculos, cabos de força que mantêm o funcionamento pleno. O treino de força é a manutenção dessa máquina!


As máquinas, na academia, restringem a um único movimento, fazem a estabilização do corpo e limitam outros músculos em suas funções durante a execução. Elas cumprem a função que o nosso corpo consegue fazer. Pensemos juntos, em algum momento das nossas vidas - seja praticando esportes, seja atividades cotidianas - realizamos movimentos guiados ou estabilizados por forças externas, que não sejam de nossos próprios músculos?


Ao sairmos do local de treino e voltarmos para as nossas rotinas, as máquinas não estarão lá, e precisaremos ter controle de movimentos e pesos. Sabe aquela dor nas costas ao final do dia? Ou a dorzinha por esforço repetitivo? Pode ser falta de fortalecimento adequado de músculos estabilizadores que deveriam ser trabalhados no treino!


Movimentos para a funcionalidade do nosso corpo

Os exercícios livres possibilitam que tenhamos maior qualidade de movimentos e desenvolvimento da consciência corporal, fortalecendo o corpo amplamente. Com isso, músculos, articulações, tendões estão mais preparados para o desempenho de suas funções.


Com a evolução dos treinos e utilização de equipamentos externos (pesos, bolas, elásticos), conseguimos, constantemente, ter ganhos de força. Aos poucos, também percebemos a transferência de benefícios que o treino proporciona - menos fadiga, maior disposição para trabalhar ou estudar, maior qualidade do sono, entre outras coisas - para o nosso dia a dia.


Manutenção e correção de postura

No aquecimento, a prescrição dos movimentos visam não só preparar para o treino a seguir, mas também aumentar a amplitude e corrigir posturas. Durante a execução do treino, cada exercício demanda uma postura adequada, e é aí que entra a figura do treinador.


O treinador é responsável pelo planejamento, instrução, demonstração e observação de como o aluno realiza os movimentos, dentro do padrão de movimento de cada um. Somente após a constatação técnica de que a execução dos movimentos é boa, propomos a evolução para variações mais complexas ou acrescentamos carga. A postura correta é fundamental para a evolução no treinamento funcional!


Vale ressaltar que o objetivo e as necessidades físicas do aluno poderão interferir no formato do treino de uma forma geral. Nenhuma das duas modalidades é a "certa", mas, sim, possuem suas características. Elas podem ser complementares, inclusive.


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